
Hoje já não guardo rebanhos
já não viajo pelo mundo
já não me falam aqueles que me cruzam
Abraça-me a minha família
presente e passado,
já choram os meus avós que se faz noite.
Vejo os meus pais,
que belo romance me há-de gerar.
Lembro-me da apanha da azeitona,
do sangue embebido pelo suor,
dos risos perdidos..
Tristemente aborrecido
revela-me a noite
da qual fujo,
não do medo,
aprasivel movimento diurno,
reflexo enovoado do meu amor por... ,
mas de mim..
Quando o fogo consome os sonhos,
apenas eu ficarei,
memórias de almas que não nascem
nem tão pouco sentem a morte.
Volto sozinho a mim,
já a noite caiu,
as pessoas já se despediram do caminho,
do caminho que já não tenho,
tenho saudades..mas não, não de mim..
sonho em vê-los ali,
parados na minha enfermidade..
Terei morrido em paz, não sabendo..

2 comments:
Lindo. Adorei mesmo. Tu para de escrever mas quando escreves...Ui!
Olá! ha qt tempo não lia nd teu. Está espetacular. Não há palavras, evoluiste bastante. Estou orgulhoso de ti. Desabrochaste um excelente poeta. Palavras para que se o poeta aqui és tu.
Força, nunca pares.
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